1 de janeiro de 2012

Dias - QUEM SOMOS PARA JULGAR…

QUEM SOMOS PARA JULGAR…
26 DE DEZEMBRO DE 2011


Em uma manha,
Tarde
E noite, julguei apenas pelo meu lado,
Julguei de maneira desonesta, arrastando o mundo junto comigo.
Crie o direito de difamar um ser na minha mente.
De matar um animal, por vaidade, e julgá-lo após a morte, achando que sua vida estava em risco.
Fiz o absurdo de criar uma inimizade com alguém que apenas havia sumido, alguém que no final gostava de mim.
Não nascemos corretos, mas podemos sofrer transformações enquanto crescemos, que nos tornam pequenos monstros. A vida... Ela transforma e distorce. Como disse não nascemos corretos, mas temos chances de fazer coisas boas e uma delas não é julgar.
Primeiro se encaixe em duas situações:
A primeira você é um grande juiz, no qual em seu país existe a pena de morte, com a base nas provas, você pode ou não julgar alguém inocente ou culpado.
A segunda é que você é um cidadão carente de benefícios, não conseguiu um emprego e por mais um dia seu filho ficara com fome, você corre ao primeiro mercado de esquina e faz o um ato criminoso, rouba um pão, mas ao sair, um acidente acontece, e outro criminoso, no qual está atras de dinheiro, assalta o mesmo mercado e assassina um balconista. No final a policia chega e ambos são presos. Você, e o cara que queria dinheiro para se drogar...
Agora ao olhar a situação de um juiz, no qual julga ambos pelo homicídio, será justo?
Mesmo com provas e testemunhas o homem, teoricamente inocente comparado ao outro, foi para a pena de morte. O que fazer?
A justiça ela pode ser justa e ao mesmo tempo não...
Ninguém tem o direito de julgar a vida do outro, nem o homem que achou que atirando e tirando a vida de alguém se sentiria melhor, e nem um juiz que mal sabe a condições do cara que roubou o pão.
E tenho certeza que você vai fazer a pergunta:
- Mas ele poderia pedir um pouco de comida a caridade, não?
Mas preste atenção...
Um país como o Brasil, em que a maior parte da população é carente, onde também há um preconceito indeclarado, em que há uma justiça corrupta, onde os fracos são oprimidos e roubados. Enquanto os grandes mergulham em nosso dinheiro, quem teria coragem de pedir comida?
Sendo que dependo da cor da sua pele, pelo modo como você anda, pela lugar onde você mora, as portas são fechadas antes mesmo de você chegar.
  Sim, tem as pessoas que com toda a humilhação ou coragem pedem... Mas não deveria ser de direito a alimentação em nossa mesa? Também o direito de um teto para morar? Uma educação decente e com valores?
Pelo tanto de impostos que pagamos; de coisas que somos cobrados, não seria de direito termos uma justiça melhor, que ao invés de olhar apenas para seus umbigos olhassem mais para a realidade do povo?!

Mas no fim os culpados somos nos.
Já que tudo é um circulo, nos votamos, elegemos uma pessoa, esse indivíduo rouba, engana, desvia o dinheiro, rouba, ‘’molha a mão da justiça’’ para passar a limpo, e daqui a quatro anos ele está de volta, com o mesmo slogan criativo que conquista mentes alienadas, no qual me refiro a grande parte da população, que sabem apenas julgar e não correm atrás de seus direitos, ficam apenas sentados esperando o vento passar. Esperando que o prefeito haja melhor na segurança, nas escolas, mas como construir tudo isso sendo que o povo, a massa poluente e suja, não ajuda?
Querem cidade limpa, mas ao jogar o papel no chão, e no verão os esgotos entupirem e alagarem suas casas, colocam   a culpa no prefeito, e nos governantes...
Enfim, este nem é o caso da conversa.
Mas do mesmo jeito, eu posso estar generalizando tudo isso.
Posso estar julgando um caso, que nunca e vi, e pode acontecer uma vez em um milhão. Posso estar julgando uma massa, que continua suja, que nem ao menos sabe e tem o ou não o raciocínio que possuo.
Mas se pararmos para pensar um caso em um milhão, já é muito, quando lidamos com a questão: julgar a vida.
Sendo que quando se  julgas, serás julgado.
Quando criticas, serás criticado.
Leis da vida

Mais uma paranóia para não entender...

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