11 de fevereiro de 2012

Queria sua opinião, só uma.

Foto montada de um gato, muito estranha.
Bem manolos, depois do ataque que tive - sem comentários.
O Yo! Voltou ele ficou aproximadamente  24horas fechado - não é grande coisa, mas senti uma cobrança muito triste, pela falta dele.
Bem os motivos são variados, mas um deles é que vou começar a minha meu mangá, de um único volume. Mas antes disso quero a opinião sobre um texto inicial que escrevi, quero opiniões sérias...
Nada de:
 - OWUNNNNNNNN *.*
 - Que bosta!
 - Legal.
- Sem noção.

- A foto do gato tem a ver com o que?
Enfim, me entenderam né. -.-


Ai esta:


Desde pequena nunca tinha pensado em como iria me apaixonar. Jamais tentara idealizar um encontro romântico, poético.
Tinha passos leves, parecidos como de uma bailarina que até aos mais bruscos movimentos, não emitia um som a igualmente do que permitido. Ajeitou a roupa feita de algodão e suspirou ao pensar em um par de olhos castanhos vibrantes, que não a largavam da mente, de maneira alguma.
Como todas as manhãs de quinta-feira, chegava ao estúdio de arte muito cedo, preparava o seu corpo e espírito para mais um momento de concentração, sabia que deveria acalmar os nervos que lhe envolviam.
Quando entrou na sala, oito pares de olhos a perseguiram ferozmente, com toda tranquilidade, retirou seu roupão branco que lhe cobria ate os joelhos, e o deixou cair ao subir em um pequeno palco improvisado.

Um homem que aparentava ter os seus cinquenta anos deu a ordem para que os alunos, todos homens, começassem a criar seus esboços e pediu delicadamente que Madeleine, a nossa bailarina de mentira, não se mexesse.  Ela que já estava acostumada ficou ereta sem se mover. Passou-lhe pela cabeça, como todas às vezes, a questão de como seria desenhar o seu corpo nu, e qual sentimento ele traria a ela. Espantou os pensamentos, com a mesma fluidez que vieram, e se focou em um ponto, que em seguida a entorpeceu.
Os olhos castanhos do qual sempre se admiravam, ao ver o seu brilho, estavam ali. Na sua frente, achava que os nunca mais os veria, deteve-se, tinha a intenção de sorrir, apenas desviou o olhar. Ora essa! – se puniu mentalmente ao ver a atitude tão infantil, como fazia ao ver algo que tanto admirava. A sessão durou seus quarenta minutos rotineiros, a cada cinco minutos Madeleine mudava de posição para que os futuros artistas pudessem ter a noção de todos os seus contornos.  Entre os minutos corridos havia apenas dois dos oitos alunos.
Frederick Mottechio, o mestre da secção de anatomia e professor, expulsava os alunos de sua sala indignado, com a pobreza e a falta de espirito na observação do corpo humano. Madeleine ao espiar com cantos dos olhos os desenhos, não entendia o porquê, de irem para o lixo. Suspirou lentamente, faltavam apenas alguns minutos, de relance tentou pousar os olhos em seu observador.  Era magro sem muitos atrativos musculares, possuía o cabelo muito bem aparado que combinava com os pelos irregulares que cresciam em seu queixo. Procurou os olhos dos quais a entorpecia, mas parecia que estavam ocupados demais para uma troca de namoricos.
Nunca ficara tão impaciente, poderia contar nos dedos às vezes que fizera algo assim, como diria sua tia, flertar.  Mas não fazia de má fé, e também sabia que flertar era algo errado em local de trabalho.
O sinal de relógio bateu e Frederick suspirou, os dois alunos, um deles um garoto que se observasse não tinha nem seus dezessete anos,  entregou o seu trabalho com rapidez e saindo com a mesma velocidade. O professor ao ver ilustração mal se conteve e foi atrás do menino porta a fora.
Os acontecimentos se ocorreram rápidos aos olhos de Madeleine, que apertou duramente o cinto do roupão e desceu do pequeno palco, se fosse em outro dia; e momento,  já teria se retirado da sala, mas algo a prendia ali. Mantinha-se com os olhos baixos que percorriam as fibras do plano feito de madeira, viajou os olhos lentamente para o homem magro que tanto a atraia, e viu ele observando-a,  fazendo  as faces de ambos ruborizar.
Frederick voltou com um breve sorriso no rosto, pegou o trabalho do ultimo aluno e sorriu mais ainda:
 - É isto que estou falando. – disse fascinado – Aqui há paixão, sedução calor. Veja Madeleine, olhe para a obra, diga o que vê.
A mulher se aproximou, e observou a obra que fora feita sobre inspiração de seu corpo. Mal tinha palavras, nunca vira um artista tão talentoso. Seu rosto tão expressivo, o corpo estava quente, sentia o quente.
 - É... É lindo... – gaguejou.
 - Não é! –exaltou o professor – Muito belo. Admirável trabalho Nicholas.
- Obrigado senhor.
A voz, ate antes nunca ouvida fez sua pele arrepiar, se apegou a roupa, já estava muito inquieta resolveu ir.
 - Senhor Frederick, agradeço pela oportunidade, novamente.
 - Já vai, minha querida? – disse ele ainda observando a obra
 - Sim.
 - Eu que lhe agradeço, novamente. Nos vemos ate a próxima quinta?
 - Acredito que sim. – disse entre a soleira da porta. Olhou novamente os olhos de Nicholas que lhe observavam e saiu.
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Chegou ao seu pequeno apartamento, na porta havia um acanhado montante de cartas que acumulavam, as pegou selecionando, quando se deparou com uma na qual esperava havia semanas. ‘’Hospital Geral de Santa Cecilia’’, não estava muito afim de abri-la. Suspirou novamente, e observou em como estava distante consigo mesma. Se acomodou no pequeno sofá e ligou a velha TV, naqueles momentos nos quais não pensava muito, queria apenas alguém para segurar sua mão. Alguém que não a julgasse pelos modos impostos, ou por escolhas insignificantes.
Abriu o envelope, e leu as palavras impressas.
 Resultado dos exames: Negativo.
Suspirou, Não agora – pensou; apagou as luzes, a TV e se voltou para o quarto a fim de tentar dormir.
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Como um homem qualquer sentia-se atraído pelo corpo daquela mulher, já havia rolado pela decima vez na cama e não pregara o sono. Não era só o seu corpo, talvez ajudasse,  já que era bonito, mas seus olhos que perseguiam sempre um ponto de fuga, e o modo como sorria, sempre tímida, aquilo o fascinava. Nicholas havia lhe visto três vezes, e destas a observou atentamente para que não perdesse um só detalhe. Antes mesmo de ser pedido, tinha a desenhado um numero suficiente para que tenha se tornado um deslumbramento, fascínio.
 Sentou-se na beirada da cama passando as mãos fortemente pelo rosto, estava agoniado e cansado, mas mesmo assim se dirigiu a mesa de desenho que ficava no canto do ambiente. E novamente observou o rosto desenhado horas atrás, sentiu-se solitário.


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