Hoje era para ser o típico dia em que me sentiria feliz. O tempo está nublado, com
uma chuvinha mansa molhando meus óculos, sem contar o vento gelado, e o puro
clima de inverno que tanto gosto.
Mas sei lá, há momentos que as coisas voltam a ser tornar um
imenso labirinto, cheios de espinhos e lugares estranhos. Me pego analisando o
que estou fazendo, e questiono os meus sonhos, minhas vontades, minhas sinas...
Calculo o meu tempo, mas sempre fui péssima
em matemática.
Tento montar desenhos que explicassem algo que pudesse entender,
mas ate meus rabiscos que tanto prezo, não sabem me dizer. Não gosto de
rimar... Mas gosto de ouvir, ler. Não entendo a rapidez do mundo, não entendo
os sentimentos de apego.
Pelos tempos que vivemos a proximidade, o calor, se torna
menos frequente. Vejo a solidão, não só minha, mas de pessoas simples que
sentam ao meu lado no ônibus. Talvez nem todas, porque não podemos generalizar,
mas os olhares... Eles denunciam.
Mostram o excesso de trabalho, a gana pelo dinheiro, a
futilidade, a ignorância, o desrespeito, tantas coisas... Que acabo voltando a
olhar a imagem das casas que correm rápido. Como eu, muitas pessoas voltam a
ficar na sua. Remoendo sentimentos ou simplesmente o fato de não estarem a fim de entrar na onda da futilidade no qual estamos.
Mas sei lá... Eu queria mesmo é falar de Proximidade Digital, mas vejo que nem
isso vale a pena comentar, porque seriam outros devaneios, outros questionamentos,
duvidas, criticas, e por fim aceitação.
Mais nada, apenas um vomito mental.
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