Nesses últimos tempos perto da minha casa, um terreno fora invadido.
Minha reação no inicio foi um tanto confusa, não sabia o que pensar: Se abominava
ou ficaria paciente. Percebi que uma boa parte das pessoas da minha rua – que possuem
suas casas próprias – também invadiram.
O que pensar de pessoas assim? Não dá para culpar a
prefeitura nessas horas. Claro, o dono do terreno estava devendo impostos, mas
mesmo assim não concordei com a tal ação. Só para ter uma ideia, vi carros, que
nem meu pai trabalhando muito conseguiria ter hoje, sem contar o tanto de
bebida alcoólica que entra. Já montaram até comercio! Um bar...
Por volta, hoje, já deve ter uns 200 barracos, o que só
mostra que ninguém – prefeitura - não vai tomar atitude nenhuma.
Mas o que me preocupa é que se torne uma situação igual a do
Pinheirinho, no qual depois de anos vieram tomar o terreno, sei que avisaram,
mas vai entender o porquê da geração de tanta violência naquele momento.
O ponto que quero chegar é a exposição das crianças diante
dessas situações, como uma criança enxerga o que aconteceu ao Pinheirinho e a tanto
outros lugares? Onde pessoas inocentes, pessoas que necessitam foram expulsas
de seus lares.
Uma criança é um ser tão inocente, que absorve qualquer tipo
de sentimento a sua volta, independente se é bom ou mau.
E foi em uma aula de desenho do curso, que tive que pensar
um pouco sobre esse assunto complicado , que envolve gente oportunista - igual ao meu vizinho que não necessita, mas
invadiu assim mesmo - e gente que
realmente precisa.
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VAMOS PENSAR EM NOSSAS CRIANÇAS,
E NAS PESSOAS QUE REALMENTE
NECESSITAM.
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